terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Médico na Paraíba faz cirurgia de Alzheimer paciente volta a tocar violão e outras atividades progressivas

Imagine o que significa para a família de um paciente com Alzheimer vê-lo voltar a caminhar, lembrar das pessoas e até tocar violão? Pois, foi isso que aconteceu com o paciente de 78 anos, que foi submetido a uma estimulação cerebral profunda em dezembro de 2015, no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa. A cirurgia ainda está em fase experimental no Brasil. O idoso, inclusive, voltou a praticar atividades físicas e, conforme a família, tem tido resultados animadores.

“Ele está bem. Não decaiu nada e isso é uma evidência muito positiva. Em algumas coisas melhorou, como na denominação dos objetos, no raciocínio lógico. A memória recente ainda é precária, mas vem tendo melhoras também. Às vezes, ele faz uma pergunta e logo depois repete. Um jogo de futebol, ele discute logo após, com consistência, o que é bom porque se trata da memória recente. Isso é muito positivo. O momento político que estamos vivendo, ele também discute e dá uma opinião”, comemorou.

O idoso está fazendo acompanhamento neuropsicológico, atividade física, hidroginástica, caminhada e voltou até a tocar violão, coisa que não fazia desde final de 2014. “A gente sempre estimulou e, em março desse ano, ele começou a tocar. Foi muito emocionante, gravamos tudo”, contou a esposa, que prefere manter a identidade preservada.

Segundo ela, a família está muito animada com a evolução. O idoso é avaliado mensalmente pelo neurocirurgião Rodrigo Marmo, que realizou a cirurgia. Ainda este mês, o paciente passará por um pet-scan, tipo de tomografia, para ver se houve mudança. “Independente disso, considero o resultado muito positivo. Há poucos dias, conversava com meu filho, imaginando como ele estaria se não tivesse feito. Hoje só temos a agradecer, e o médico disse que o resultado está dentro do esperado”, comemorou a esposa.

Além dessas evoluções, ela relatou que o marido se alimenta e se veste sozinho; lê jornal, resolve palavras cruzadas. “Ele está muito bem. Claro que tem as dificuldades. Tudo dele é mais lento. Se for sair, tem que avisar com antecedência, porque o banho é demorado e demora também para se vestir. Dia 11, completou um ano da cirurgia e fizemos até uma comemoração. A essa altura ninguém sabe como ele estaria se não tivesse feito. Espero muito que essa restrição à realização da cirurgia não demore muito para que outras pessoas que precisam também possam ser beneficiadas”, completou.

UFPB oferece gratuitamente tratamento pioneiro no Brasil

Para tentar melhorar ainda mais o quadro do paciente, a família fez o cadastro dele para participar de um estudo que está sendo realizado na UFPB, baseado em um tratamento não invasivo para estimular o córtex cerebral por meio de um neuroestimulador, associado à intervenção cognitiva, sem cirurgia. Porém, não foi possível.

Um dos requisitos para fazer parte do estudo é não ter sido submetido a nenhum tratamento cirúrgico. A universidade é a única no País a aplicar o protocolo em pacientes com Alzheimer e o serviço é gratuito. O estudo é desenvolvido pela pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Neurociências Cognitiva e Comportamento (PPGNeC), da instituição.

Clínica de Psicologia UFPB

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Caso do médico foi julgado, mas CRM não informou penalidade

Por não ser ainda autorizada no Brasil, a cirurgia inédita no estado, acabou trazendo algumas consequências para o neurocirurgião. O Conselho Regional de Medicina (CRM) proibiu a realização de outras intervenções e abriu sindicância para apurar o caso. Inicialmente, o julgamento do médico estava marcado para abril, foi adiado para maio e ocorreu há cerca de 30 dias, conforme o CRM.

O corregedor do CRM, Wilberto Trigueiro, informou que o médico teve mantido o direito de exercer a Medicina. A decisão final ficou a cargo de um grupo de conselheiros e as penalidades vão de censura pública à cassação. Porém, ele não informou qual a penalidade aplicada ao médico

PRF aponta irregularidades em veículos escolares de 20 Municípios e do Estado

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