segunda-feira, 10 de julho de 2017

PSB de Bayeux confirma oposição ao prefeito interino e quer investigar outras denúncias



O vereador Jefferson Kita, presidente do PSB de Bayeux, confirmou nesta segunda-feira (10) que o partido vai fazer oposição ao prefeito interino da cidade, Luiz Antônio (PSDB), que tomou posse após prisão do então prefeito Berg Lima (Podemos).
Segundo o vereador, o PSDB tem um projeto ultrapassado e o PSB tem uma diretriz em fazer oposição aos partidos que não são aliados ao projeto político encabeçado pelo governador Ricardo Coutinho.
O parlamentar defendeu ainda que a Câmara de Bayeux deve abrir investigação sobre a prisão de Berg assim que voltar do recesso. “Esse é um assunto grave, que repercute em todo o país”, salientou.
Além disso, Jefferson também ressaltou que existem outras denúncias contra a administração municipal e que também deve ser apurada pelo legislativo de Bayeux.

Prisão

O prefeito afastado foi flagrado recebendo propina de um empresário do ramo alimentício com a promessa de facilitar pagamentos e fazer com que o empresário cresça sua arrecadação se continuasse pagando as propinas.
O empresário João Paulino, não aceitando a situação, procurou a Polícia para denunciar o fato. Ele relata ainda que Berg disse a ele que tinha um projeto de terceirizar o Restaurante Popular de Bayeux e por isso prometeu que manter os “negócios” faria o empresário crescer na cidade.
O flagrante ocorreu no escritório do restaurante do empresário, quando Berg foi lá e recebeu R$ 3,5 mil. A ação foi filmada e, o suposto dinheiro de propina, escaneado.
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) determinou a prisão preventiva do prefeito de Bayeux. O juiz Aluízio Bezerra, responsável pela audiência de custódia do Berg Lima, determinou também que ele fosse afastado do cargo e que mandados de busca e apreensão fossem realizados.

Pena de 24 anos

De acordo o delegado Lucas Sá, responsável pelas investigações, não há suspeita de envolvimento de outras pessoas no esquema. Pelos crimes, Berg Lima pode ser condenado a até 24 anos de prisão.
Já o empresário que filmou o pagamento da suposta propina ao prefeito de Bayeux foi um colaborador premiado e era “vítima” das “condutas” do gestor, segundo afirmou o delegado. “Todas as negociações tratativas, todos os valores eram pagos diretamente ao prefeito, em espécie e em mãos”, explicou o delegado.
Ainda de acordo com Lucas Sá, o empresário não receberia os valores devidos a ele se não pagasse a suposta propina solicitada pelo prefeito. “Então não existia outra conduta pra ele. Ou pagava a propina ou ficava sem receber e fechada suas empresas. Ele preferiu pagar, mas comunicar os fatos à polícia e possibilitar, então, a prisão do prefeito”, disse.

Defesa do prefeito de Bayeux

A assessoria de imprensa de Berg Lima enviou uma nota à imprensa, na qual ele diz estar sendo “vítima de uma armação política”, e que o prefeito confia na Justiça e vai esclarecer os fatos. Segundo a nota, o prefeito de Bayeux afirma que não praticou ato ilegal contra o povo e contra a cidade. A defesa de Berg informou que vai pedir um habeas corpus.

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