sexta-feira, 26 de julho de 2013

Acidente pode impedir espanhóis de disputar trem-bala no Brasil

A empresa espanhola Renfe, operadora estatal dos trens em seu país e uma das principais interessadas em participar do leilão do
trem-bala no Brasil, pode ficar fora da concorrência por causa do acidente de anteontem em Santiago de Compostela.
Em maio, a ministra espanhola de Infraestrutura anunciou que a Renfe, em parceria com a Ineco e a CAF, duas outras companhias espanholas, entraria na disputa. O governo brasileiro obriga consórcios interessados a ter uma empresa operadora de trens de alta Um item do edital do trem-bala no Brasil diz, porém, que a operadora precisa declarar que "não participou da operação de qualquer sistema de TAV [Trem de Alta Velocidade] onde tenha ocorrido acidente fatal, no período de comprovação indicado [5 anos], por causas imputáveis à operação do sistema".
A regra de cinco anos sem registro de vítimas foi criada principalmente para afastar operadores chineses, considerados inexperientes --em 2011 houve um acidente naquele país com 33 mortos.
Agora, a regra poderá afetar também os espanhóis. Eles são apontados hoje como um dos dois grupos que ainda mantêm forte interesse em disputar o trem-bala no Brasil (o outro é o consórcio francês). O mercado considera improvável a participação de alemães, japoneses e sul-coreanos.
Como as causas do acidente ainda estão sendo investigadas, não é possível saber se elas são "imputáveis" ao operador. O leilão do trem-bala no Brasil está marcado para 13 de agosto.
Além disso, quando acontecem acidentes, as empresas responsáveis costumam dizer que o sistema não era de alta velocidade porque, apesar de ter um trem-bala operando, a via não estava totalmente preparada para aquele tipo de operação.
As autoridades podem considerar esse o caso do acidente na Espanha.
Apesar de o trem, em determinado trecho do percurso, chegar a até 250 km/h, no local onde ocorreu o acidente a velocidade máxima permitida era de 80 km/h, por se tratar de linha férrea antiga.
Procurada pela reportagem, a EPL (Empresa de Planejamento e Logística), que está à frente do projeto do trem-bala no Brasil, afirmou que não vai fazer nenhum comentário sobre o acidente espanhol.

Criança de 1 ano se engasga com peixe vivo e morre asfixiada no Litoral da PB

Uma criança de 1 ano e 10 dias morreu após ficar engasgada com um peixe do tipo Soia (ou Solha) na manhã desta quinta-feira (25), numa praia do município de Lucena, Litoral Sul do Estado, a 40 quilômetros da Capital. Edson Ferreira Rodrigues chegou a receber os procedimentos de emergência pela médica de plantão, na Unidade Mista de Lucena, que fica na região metropolitana de João Pessoa, mas não resistiu e faleceu.
Segundo a enfermeira e diretora da unidade, Alusca Rodrigues Lopes, a mãe do menino relatou que é pescadora e enquanto buscava os peixes, a criança brincava na praia; quando ela percebeu, o garoto já estava engasgado com o animal vivo na traqueia.
Edson foi socorrido pelos vizinhos para o pronto-socorro próximo, mas já chegou asfixiado. "O menino veio praticamente sem vida e já estava quase sem sinais no pulso. Foram feitos os procedimentos médicos, mas ele não resistiu devido à obstrução das vias aéreas”, afirma Alusca.
O corpo da criança é velado na casa de familiares.
A Solha está em todos os ambientes aquáticos e tem uma larga distribuição geográfica. A maioria das espécies, no entanto, prefere zonas costeiras, até aos 200 metros de profundidade. Também chamado de Aramaçás ou Linguado, é bastante conhecida por ser muito escorregadio, pequeno e ágil, o que pode facilitar acidentes como o que matou a criança em Lucena.

Baleia jubarte é encontrada morta em praia do Litoral Sul

A carcaça de uma baleia foi encontrada na Praia de Pitimbu, no Litoral Sul (a 64 quilômetros da Capital paraibana), na noite desta quinta-feira (25). Amostras do animal, que mede de cerca de 4 metros, foram coletadas para exames.
Populares informaram que é o primeiro caso de baleia jubarte encontrada morta na praia. Biólogos identificaram sinais de fratura na baleia, que pode ter sido atropelada por um navio pesqueiro ou cargueiro.
As suspeitas sobre o atropelamento devem-se à presença de hemorragia intensa e de alguns hematomas no corpo da baleia. A prefeitura local providenciou a remoção do animal da praia.
Especialistas afirmam que existem muitos casos de choques entre navios cargueiros e pesqueiro com baleias que não são registrados, pois é muito difícil notar e sentir o atrito com o animal.