terça-feira, 12 de março de 2013

Presa mãe que tentou vender suas filhas pela internet para tirar namorado da cadeia

Mulher é presa por tentar vender filhos pelo Facebook nos EUA

Uma mulher foi presa na cidade de Sallisaw, em Oklahoma (EUA), ao tentar vender seus dois filhos pela rede social Facebook. Ela cobrava US$ 4.000. A informação é do jornal norte-americano "The Oklahoman".
De acordo com o periódico, Misty VanHorn, 22, foi detida na semana passada por meio de denúncia. Segundo a polícia, a mãe anunciou a venda pelo Facebook várias vezes. VanHorn fazia duas 'ofertas': o bebê de dez meses por US$ 1.000 ou o filho mais novo e o de dois anos por US$ 4.000.
A jovem está presa na cadeia da cidade. As crianças estão sob a custódia do departamento de serviço social do Estado. A polícia arbitrou uma fiança no valor de US$ 40 mil.
À polícia, Misty VanHorn contou que tentou vender os filhos pela internet porque precisava conseguir US$1.000 para libertar seu namorado da cadeia.
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Na Índia, mãe vendeu três filhas por R$ 64 fotos

À polícia, Misty VanHorn contou que tentou vender os filhos pela internet porque precisava conseguir US$1.000 para libertar seu namorado da cadeia.
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Na Índia, mãe vendeu três filhas por R$ 64 fotos

Decano homenageia Bento 16 em missa que antecede conclave

Conclave para escolha do novo papa125 fotos

12.mar.2013 - Os 115 cardeais que vão eleger o novo papa participam da missa "Pro Pontífice eligendo", na basílica de São Pedro, no Vaticano, antes do início do conclave Michael Kappeler/EFE
O decano do colégio cardinalício, Angelo Sodano, homenageou o papa emérito Bento 16 durante a missa "Pro Pontífice Eligendo", realizada na basílica de São Pedro, no Vaticano, nesta terça-feira (12), antes do início do conclave que vai eleger o novo papa.

Escolha do novo papa

Sodano chamou de "luminoso" o pontificado do alemão Joseph Ratzinger, que renunciou ao cargo em 28 de fevereiro, em um gesto sem precedentes na história moderna da Igreja Católica.
"Queremos agradecer ao Pai que está nos Céus pela amorosa assistência que sempre reserva a sua Santa Igreja e em particular pelo luminoso pontificado que nos concedeu com a vida e as obras do 265º sucessor de Pedro, o amado e venerado pontífice Bento 16, ao qual neste momento renovamos toda a nossa gratidão", afirmou o cardeal.
O comentário recebeu o aplauso dos 115 cardeais que participaram da cerimônia religiosa. Na ocasião, o decano [cardeal mais velho] também pediu a Deus que dê "outro bom pastor à sua Santa Igreja".
Mas, além da homenagem a Bento 16, Sodano destacou os desafios do próximo papa, que deverá trabalhar pela justiça e paz mundiais com amor. "Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos", ressaltou.
A missa em latim, com breves traduções para o italiano, o inglês e o espanhol, foi dividida em três partes: a mensagem do amor, a da unidade e a mensagem do papa. Porém, em todos os momentos foi evocada a oração para abençoar o sucessor do papa emérito Bento 16.
"Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, de caridade com o próximo, do que repartir o pão da palavra de Deus, fazê-lo participante da boa nova do Evangelho", disse dom Sodano, lembrando que essas eram palavras de Bento 16.

A escolha do novo pontífice será realizada por 115 cardeais --todos já estão no Vaticano, inclusive os cinco brasileiros que participarão da votação: dom Raymundo Damasceno Assis, 76; dom Odilo Scherer, 63; dom Geraldo Majella Agnelo, 79; dom Cláudio Hummes, 78; e dom João Braz de Aviz, 64.
São aptos a votar apenas os cardeais com menos de 80 anos. A presença deles, segundo o Vaticano, é obrigatória. No entanto, dois eleitores não poderão comparecer e as justificativas foram aceitas pelo Colégio de Cardeais.
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Últimas palavras de Bento 16 como papa27 fotos

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28.fev.2013 - Papa Bento 16 acena a fiéis ao chegar na sacada da residência pontifícia de Castel Gandolfo, perto de Roma. O papa disse ser "apenas um peregrino", ao discursar da varanda da residência, local que será seu lar pelos próximos dois meses Leia mais Vincenzo Pinto/AFP
O cardeal indonésio Julius Darmaatjadja, arcebispo emérito de Jacarta, havia comunicado que não conseguiria tomar parte no conclave por motivo de saúde.
Já o cardeal Keith O'Brien, que renunciou ao cargo de arcebispo de St. Andrews e Edimburgo após ser acusado de "comportamento inadequado" nos anos 80, também manifestou que não irá participar da votação. Ele admitiu que sua "conduta sexual" não foi sempre a que se esperava dele.
Durante o conclave, todos os eleitores ficam confinados na Capela Sistina. Na hora da votação, cada cardeal escreve o nome do candidato escolhido em uma cédula sob a frase "Escolho como sumo pontífice" e deposita seu voto em uma urna.
Os nomes escritos nas cédulas são lidos em voz alta pelo cardeal camerlengo, Tarcisio Berto, e seus três assistentes. Será declarado papa aquele que obtiver dois terços mais um dos votos. Com um Colégio de Cardeais de 115 eleitores, o próximo pontífice terá de receber ao menos 77 votos. (Com Agência Brasil e agências internacionais)

Professor mata a mulher e ganha pensão por morte

Com riqueza de detalhes, o professor de matemática Claudemir Nogueira mostrou à polícia em 2010 como enforcou a mulher com um fio, dentro de casa, em bairro de classe média na zona sul de São Paulo, um ano antes.

À Justiça, manteve o relato. Também admitiu o crime a peritos do governo estadual.
Apesar das confissões a diferentes braços do poder público, Nogueira, 48, recebe mensalmente pensão do INSS pela morte da mulher, que ele assassinou. Só em 2010, foram R$ 19 mil, segundo documentos obtidos pela Folha.
Nogueira também continua recebendo os vencimentos por ser professor da rede estadual, no valor de R$ 2.509 ao mês. Atualmente, ele trabalha em atividades burocráticas da pasta, após ter sido afastado das salas de aula.
"Você consegue imaginar a nossa revolta?", afirmou Samiha Tauil, tia da vítima, a fisioterapeuta do Sesi Mônica El Khouri, que tinha 37 anos quando foi assassinada.
"Ele matou a Mônica, confessou em várias instâncias e está nessa situação confortável, com pensão e salário do Estado", disse Samiha.
Segundo a Promotoria, Nogueira matou a mulher porque havia sacado todo o dinheiro dela. Já o professor disse à Justiça que ele perdeu o controle após discussão.
Até o momento, Nogueira não ficou nenhum dia preso, pois não possui antecedentes e não oferece mais risco às investigações, avalia a Justiça.
Ele ainda não foi julgado porque a defesa entrou com pedido para tentar tirar o caso do Tribunal do Júri.
Uma das lutas da família da vítima hoje é cancelar a pensão dada a Nogueira e transferi-la para a mãe de Mônica.

Editoria de Arte/Folhapress
O Ministério da Previdência Social, responsável pelo INSS, e o próprio instituto foram avisados pelos familiares da fisioterapeuta ao menos quatro vezes sobre a situação.
O primeiro protocolo foi feito há mais de dois anos --sem resposta até hoje.
À reportagem, o INSS não explicou o porquê de a pensão estar mantida. O Estado disse que o docente responde processo disciplinar, "com amplo direito de defesa".
Nogueira admitiu o crime também a três médicos peritos do governo estadual.
As declarações foram dadas quando ele pediu licenças, dizendo estar abalado com o crime. Os afastamentos foram aceitos, mas a informação não foi repassada a outras instâncias à época.
A defesa de Nogueira não quis se manifestar à reportagem sobre a situação dele.
Para Marcus Orione, pesquisador da USP em direito previdenciário, o fato de o réu não ter sido condenado o beneficia, ainda que ele tenha confessado o crime.
"Um problema aí é a lentidão da Justiça. Se ele já tivesse sido condenado, por crime de 2009, provavelmente já teria perdido os benefícios."