terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mais uma criança morre afogada na Paraíba, menino de 10 anos

Adolescentes se afogam no interior da Paraíba (Foto: Divulgação/Polícia Militar) Uma criança de dez anos de idade morreu afogada na tarde da segunda-feira (20) na zona rural da cidade de Igaracy, no Sertão da Paraíba. De acordo com o 13º Batalhão da Polícia Militar, o garoto estava desaparecido e familiares encontraram o corpo boiando em um açude da cidade. Essa é a sexta morte registrada por afogamento na Paraíba em quatro dias.
A família não informou como a criança teria se afogado. O Corpo de Bombeiros retirou a criança de dentro do reservatório por volta das 13h da segunda-feira e o corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Patos.
Na segunda-feira (20), o corpo de uma criança de cinco anos de idade foi encontrado em um açude no distrito de Galante, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. De acordo com o 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM), a criança estava desaparecida desde o sábado (18), quando a mãe dela participava de uma comemoração e não observou que o garoto havia desaparecido.
Na manhã do domingo (19), o corpo de um deficiente físico foi encontrado boiando em um reservatório conhecido como Três Lagoas, no bairro de Oitizeiro, na Região Metropolitana de João Pessoa. De acordo com a Polícia Civil, o homem, que tinha 40 anos de idade, estava desaparecido desde a tarde do sábado (18). Segundo o delegado Alberto Egito, testemunhas disseram que a vítima teria ingerido bebida alcoólica antes de entrar na água.
Na tarde da sexta-feira (17), três adolescentes morreram afogadas em um tanque de pedra na cidade de Esperança, no Agreste do Estado. O Corpo de Bombeiros informou que cinco garotas estavam fotografando o local, onde é proibido tomar banho, quando quatro delas acabaram caindo dentro do reservatório. Uma delas conseguiu se salvar. As outras três somente foram retiradas do tanque já mortas com a chegada dos bombeiros.

Sequestro relâmpago em Bayeux a vitima uma mulher de 28 anos


Uma mulher de 28 anos foi vítima de sequestro relâmpago na tarde desta segunda-feira (20) em Bayeux, Região Metropolitana de João Pessoa. O crime aconteceu quando ela saia de uma agência bancária da cidade, onde teria ido sacar dinheiro, sendo liberada horas depois em uma rua do bairro de Manaíra, em João Pessoa.
De acordo com informações do Cabo Eurides, da Polícia Militar, a mulher estava na calçada do banco esperando o marido, quando foi abordada por dois homens em um veículo Classic preto que cobriram o seu rosto com uma camisa preta e a levaram para um lugar desconhecido pela Polícia. Ela teria sofrido violências físicas e psicológicas.
Ainda segundo o militar, quando o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) foi acionado, os policiais seguiram direto para o bairro de Manaíra, onde a vítima estava sendo socorrida por pessoas que passavam pelo local. Ela apresentava marcas de agressão pelo corpo e se queixava de fortes dores, sendo levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Jardim Oceania, em João Pessoa.
De acordo com o policial, ela não recebeu atendimento médico no local, que se recusou a recebê-la. Em seguida, a vítima foi levada para o hospital Ortotrauma de Mangabeira, onde foi atendida e liberada. O Serviço Social da unidade disse não ter autorização para informar que exames foram realizados pela equipe do hospital.
O Ciop informou que a vítima seria levada até o Instituto Cândida Vargas para passar por exames relacionados a crime sexual. A PM informou que a vítima repassou características dos criminosos, mas que até o momento nenhum suspeito do crime foi identificado ou preso.

O Brasil é o 4º país mais desigual da América Latina



Apesar do crescimento econômico, que levou o país a ultrapassar o Reino Unido e consolidar o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, o Brasil ainda é uma nação de desigualdades. Segundo relatório sobre as cidades latino-americanas feito pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), o Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina em distribuição de renda, ficando atrás somente de Guatemala, Honduras e Colômbia.
O Brasil, no entanto, avançou no combate a desigualdades nas últimas décadas. De acordo com o estudo, o país era, em 1990, o número 1 do ranking das nações com pior distribuição de renda.
De acordo com o levantamento “Estado das cidades da América Latina e do Caribe 2012 – Rumo a uma nova transição urbana”, divulgado nesta terça-feira (21), a América Latina é a região mais urbanizada do mundo. O relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050. O índice de urbanização brasileira foi o maior em toda a América Latina, entre 1970 e 2010. Hoje, 86,53% da população brasileira vive em cidades.
O rápido crescimento, no entanto, não significou o desenvolvimento das regiões urbanas do país, que sofrem com problemas de infraestrutura, moradia, transporte, poluição e segurança pública. Além disso, cinco cidades brasileiras estão entre as que têm pior distribuição de renda entre as camadas da população em toda a América Latina: Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba.
O estudo destaca o forte crescimento do PIB brasileiro, de 1970 a 2009, deixando para trás o México e os países que formam o Cone Sul – Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai – e “cobrando relevância mundial”. Hoje, o PIB do país representa 32% do total do PIB da América Latina.
arte_onu_desigualdades_300 (Foto: Editoria de Arte/G1)