quarta-feira, 11 de julho de 2012

Índios liberam reféns em Marcação na Paraíba

Já estão em liberdade os dois funcionários da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) que foram mantidos reféns por mais de 24h, na Aldeia Ibiquara no município de Marcação, no Litoral Norte paraibano.
Segundo o cacique José Roberto da Silva, conhecido como ‘Cacique Bel’, os reféns só foram liberados, por volta das 16h, desta terça-feira (10), porque o Ministério da Saúde ( MS) atendeu a reivindicação dos indígenas. O grupo cobra melhoria na saúde, combate a desnutrição e a saída da chefe do Sesai na Paraíba, Roberta Amaral.
Ainda de acordo com o cacique, uma reunião foi agendada para o dia 31 de julho em João Pessoa com representantes do MS para discutir a situação da aldeia e traçar estratégias no combate mortalidade infantil e desnutrição.

Entenda o caso

Dois funcionários do Sesai foram feitos reféns nesta segunda-feira (9), por índios da Aldeia Ibiquara no município de Marcação, no Litoral Norte paraibano.
Eles exigem a saída da chefe do Sesai na Paraíba, Roberta Amaral, e melhorias na saúde na comunidade indígena. Um advogado está sob os poderes dos índios dentro de uma escola.
As vítimas receberam todas as condições de sobrevivência.

MS libera venda de antiviral usado contra a gripe H1N1

O Ministério da Saúde decidiu rever decisão de 2009 e liberou a venda do medicamento Tamiflu sem a retenção da receita. Isso ocorre no momento em que volta a crescer o número de casos graves e de mortes por gripe A no país.

O antiviral saiu ontem da lista de remédios de controle especial da Anvisa e agora deve ser vendido como medicamento de tarja vermelha, sem controle diferenciado e semelhante a anti-inflamatórios.
O ministério diz ainda ter conversado com o fabricante e as farmácias sobre a necessidade de ampliar a oferta.
A caixa com dez comprimidos é vendida por R$ 193.
A Roche, fabricante do medicamento, informou que "tem atendido aos pedidos".
A decisão de facilitar a venda foi tomada em paralelo à sensibilização, em curso, para que os médicos prescrevam o remédio de forma precoce. O Tamiflu é o antiviral usado massivamente no mundo contra a gripe A, causada pelo vírus H1N1.
"Médicos ainda acham estranho prescrever medicamento para tratar o vírus da gripe", diz Cláudio Maierovitch, diretor do departamento de vigilância e doenças transmissíveis do ministério.
São elegíveis para o remédio pacientes com síndrome gripal e fatores de risco ou síndrome gripal e falta de ar. Ele deve ser usado imediatamente, antes de confirmação da doença por laboratório.
CASOS
Até o dia 3, 1.099 casos e 110 mortes por gripe A foram registrados no país. No total, foram 7.043 casos e 513 mortes por síndrome respiratória aguda grave (que incluem a gripe A e outras gripes).
Apesar de a circulação do vírus H1N1 neste ano ser muito superior à de 2011, quando 27 pessoas morreram no Brasil, o ministério descarta uma epidemia. Afirma que o momento é de atenção.
O governo diz que 418,8 mil caixas do Tamiflu foram distribuídas aos Estados este ano. Pacientes com prescrições de médicos particulares também podem buscar o remédio na rede pública.

Senado decide hoje o fim do mandato de Demóstenes

O Senado decide hoje, em sessão aberta, se cassa o mandato de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), que pode se tornar o segundo parlamentar, em 188 anos de história, a ser excluído da Casa pelos próprios colegas.
Um dos principais líderes da chamada "bancada ética" do Senado, Demóstenes foi flagrado em escutas pela Polícia Federal em situações que sugerem o uso do cargo em benefício do suposto esquema criminoso comandado por Carlinhos Cachoeira.
Além disso, é acusado de ter mentido em plenário quando disse que somente mantinha relação de amizade com o empresário.
Até hoje o Senado só cassou o mandato de Luiz Estevão (DF), em 2000, no escândalo de desvio de recursos das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.
PLACAR
Se for cassado, o ex-líder do DEM ficará inelegível até 2027 (oito após o término da legislatura para o qual foi eleito), quando terá 66 anos.
Entre os senadores, o clima é o de que a cassação de Demóstenes é inevitável. À Folha 52 dos 81 senadores disseram que votarão pela punição --são necessários 41.
Apesar de o voto ser secreto, a sessão de hoje será aberta e vai ser transmitida ao vivo pela TV Senado. As galerias do plenário também serão abertas aos cidadãos que conseguirem senhas distribuídas pelos partidos.
Os senadores ficam proibidos de revelar o voto, registrado eletronicamente.
Demóstenes será o último a falar, por meia hora.
Em 2007, uma das absolvições de Renan Calheiros (PMDB-AL) já havia ocorrido em sessão aberta.
À época, Demóstenes foi um dos principais algozes do peemedebista, acusado de ter as despesas pessoais pagas por uma empreiteira.
Ontem Demóstenes comparou a perda do mandato a algo pior do que a morte.

Governo prepara projeto para celular funcionar como cartão de banco

O governo prepara um projeto de lei que criará regras para o uso de "moedas eletrônicas", o que abriria caminho para as operadoras de telefonia prestarem serviços financeiros aos bancos via celular.
A Folha apurou que o projeto, que deve chegar ao Congresso em agosto, permitirá que as teles ofereçam pagamentos de contas, pequenos empréstimos e o recebimento de benefícios como aposentadoria --tendo por trás uma instituição financeira.

A Caixa Econômica Federal já estuda efetuar o pagamento do Bolsa Família via celular.
Além disso, as teles pressionam para que o projeto inclua a permissão de transações de pequeno valor sem vinculação a bancos.
Nesse caso, um torpedo, por exemplo, funcionaria como uma "moeda eletrônica".
A ideia de que as operadoras transfiram valor sem passar pelos bancos não agrada às instituições financeiras, mas o cenário em que celulares funcionam como "agências virtuais" significa economia e novos negócios.
A oferta de serviços pelo internet banking já fez cair os custos das transações bancárias. Com o celular, estima-se que haverá queda de mais 25% desses custos.
Sem contar que não será preciso abrir agência em locais sem potencial de receita --e nos quais as teles já estão. Quem tiver um celular nesses locais não precisará ir a outra cidade para fazer saques. Seria usar o aparelho nas lojas que tiverem máquinas de débito ou crédito. As operadoras receberiam pela prestação desses serviços.
Mas tudo isso só acontecerá plenamente para quem usar um smartphone 3G --estima-se que 27 milhões de brasileiros possuam hoje esses aparelhos.