quinta-feira, 8 de março de 2012


O dia da mulher em Conde


A cidade de Conde hoje amanheceu em festa, comemorando dia das mulheres com o projeto “Mulher de Ação”.
Equipe de apoio ( enfermeira),verificando a pressaão de funcionária
Que contou com a parceria das secretárias d0o municipio:  Ação Social; Saúde; Educação e Cultura e  governo do estado.
Fila de mulheres que aguardavam a hora da entrada para a Mulher em Ação
Na organização foram oferecidas diversas atividades de saúde, assistência social, área de lazer para os filhos e as próprias mulheres,  cultura, beleza e uma diversidade de serviços que foram oferecidos a todas as condenses, além de sorteios de brindes e um bolo enorme para comemorar esse dia 08 de Março o dia internacional da mulher. O evento aconteceu na casa da Cultura  na rua Manoel Alves em Conde.
Crianças brincando enquanto suas mães retiram seus documentos 
Equipe de apoio do Mulher de Ação

Menino com doença rara vai poder andar dentro de casa sem usar proteção

Um inglês de oito anos com uma doença rara finalmente vai poder andar pela própria casa sem ter de usar casaco e luvas. Com a ajuda de uma empresa local, seus pais adquiriram janelas que filtram a luz do Sol, que é nociva ao menino. As informações são do jornal “Daily Mail”
James Creag tinha quatro anos quando descobriu que tinha protoporfiria eritropoiética, doença que provoca fortes reações na pele, como inchaços, quando ela entra em contato com a luz do Sol.

Como os primeiros sintomas surgiram nas mãos, em um dia em que James brincava no jardim, os médicos pensaram inicialmente que ele seria alérgico à grama. Mas o problema persistiu e eles finalmente chegaram ao diagnóstico.
Hoje, quando sai na rua, o menino precisa cobrir todas as partes do corpo e usar um creme especial para proteger o rosto. Além disso, ele precisa tomar remédios para fortalecer a pele.
“Cada ataque dura entre cinco e sete dias e é muito doloroso”, disse a mãe Claire. “Eu não aguento ver o James sofrer. Ele está acostumado a passar o creme e usar o chapéu sempre que sai, mas às vezes fica chateado. É difícil para ele, especialmente no verão, quando as pessoas olham e perguntam por que ele está de casaco”.

Mulheres mostram que gostam e entendem de cerveja

Integrantes da Confece comemoraram os cinco anos do grupo com festa neste sábado (3) (Foto: Gustavo Xingú/Divulgação) Quando mulheres se reúnem, assuntos como relacionamentos, família e trabalho normalmente tomam conta da conversa. Em encontros da Confraria Feminina da Cerveja (Confece), que completa cinco anos nesta quinta-feira (8), esses temas até podem estar presentes, mas são secundários. O foco das integrantes, de idades e perfis variados, é um só: a bebida mais popular do Brasil. “Levamos mais de dois anos para saber detalhes como quem era casada, onde cada uma morava. Somos desconhecidas que se reuniram para debater cerveja”, conta a confreira Lígia de Matos, que descobriu a paixão pela bebida durante um ‘mochilão’ pela Europa.

A Confece nasceu a partir de uma degustação realizada em comemoração ao dia das mulheres em 2007. De lá para cá, a confraria – uma das primeiras a reunir somente bebedoras de cerveja no Brasil – cresceu, ganhou reconhecimento no meio cervejeiro e começou a produzir os rótulos Conceição e a Aurora, ambos feitos a partir de receita belga. “Elas são só para consumo próprio. Ainda não temos pretensão de comercializá-las”, explica Lígia.
Integrantes da Confece comemoraram os cinco anos do grupo com festa neste sábado (3) (Foto: Gustavo Xingú/Divulgação)
Hoje, as mulheres estão ganhando cada vez mais destaque no mundo cervejeiro. Entre as integrantes da Confece, Cilene Saorin, mestre cervejeira paulista com mais de 15 anos de experiência, é referência. O reconhecimento delas neste ambiente finalmente está chegando no século XXI, mas, como diz Lígia, a presença feminina predominou nos processos de produção da cerveja ao longo de muitos séculos. Para a produtora de cerveja, entretanto, assim como em tantos outros registros da história, a mulher foi suprimida dos relatos sobre a trajetória da bebida. Grande parte das mulheres cervejeiras podem não ter tido o devido reconhecimento da história, mas uma representa esta ligação feminina com a bebida. A monja beneditina Hidelgard Von Bingen, escolhida como padroeira da Confece, foi a primeira a registrar a adição de lúpulo à produção da cerveja no século XII.
matéria do G1
 

Transexuais contam que ser mulher é questão de alma

Uma mulher aprisionada em um corpo de homem”, é assim que se sente a universitária Jeane Louise, 19 anos, estudante do 5° semestre de publicidade, em Salvador. Transexual, assim como muitas outras, quer entrar na fila do SUS para realizar cirurgia de mudança de sexo, processo final da reconstrução de sua estética feminina, iniciada ainda na infância.
Jeane Louise tem 19 anos e estuda publicidade
(Foto: Tatiana Maria Dourado/G1)
Jeane Louise (Foto: Tatiana Maria Dourado/G1) “Chega um momento em que sua verdade é muito forte, é questão de alma. Nas brincadeiras de infância, minhas personagens eram sempre do gênero feminino, me refugiava ali. Depois veio a blusa, o cabelo, a calça apertada, o furo na orelha. Em geral, nenhuma transexual sabe que é transexual, é um processo de conhecimento, de acesso à informação”, afirma.
O enfrentamento das pessoas que nasceram homens, mas assumem papéis sociais femininos e lutam para serem reconhecidas pela maioria é vivido por transexuais como Jeane, que remonta a forma física através de hormônios, silicone, implante capilar e outros paliativos como a maquiagem. Mas o desejo de formalizar a transexualização, para ela, só será completa com a alteração do órgão sexual, que pode ser conquistada por meio da cirurgia de transgenitalização, instituída no Brasil em 2008 com a Portaria de número 457, do Ministério da Saúde. Atualmente, a cirurgia é autorizada apenas em quatro hospitais universitários: um da UFRG, Porto Alegre; um da UERJ, Rio de Janeiro; um da USP, em São Paulo; e o da UFG, em Goiás.
Cento e dezesseis brasileiras já passaram pelo procedimento, que consiste na amputação do pênis e construção da neovagina. É preciso, antes, que a mulher transexual passe por etapas preparatórias, que preveem avaliações psicológicas e psiquiátricas, terapia hormonal, avaliação genética e acompanhamento pós-operatório, conforme especifica o Ministério.
“Vou concluir o primeiro ano de terapia, a fila é enorme e esse trâmite é muito sofredor. Temos que ser guerreiras para conquistar espaço. Mas sei que vou me sentir realizada. Hoje, quando me olho no espelho, me vejo incompleta, com aquilo que não condiz à minha mente. Ser mulher ou homem está na mente, não é a aparência física”, avalia a estudante.
Jeane Louise pretende ingressar no serviço público
(Foto: Tatiana Maria Dourado/G1)
Jeane Louise encarou cedo o autoconhecimento e aceitação, mesmo em meio ao coro de “viadinho” que diz ter sido bastante emitido pelos colegas no período em que esteve em uma "escola de padres".
“Eu realmente 'metia a mão' neles e ia para a diretoria. Se continuasse ali, iria entrar em depressão, porque eu chegava no colégio, colocava maquiagem e me mandavam tirar. Era horrível! Pensava: se não puder usar em casa ou no colégio, onde iria usar? Saí de lá, fui para uma escola pública e foi lá que me encontrei de verdade como mulher; o pessoal tinha a cabeça mais aberta”, lembra.
Jeane Louise (Foto: Tatiana Maria Dourado/G1) Jeane mora com a mãe - os pais são separados - e diz que sabe diferenciar o respeito da aceitação. "Minha mãe teve um filho e até hoje ela não me chama de Jeane dentro de casa. Meu pai era muito machista e me surpreendo com o respeito que me trata. Não digo que me aceitam, mas respeitam e isso já dá força. Faço tudo com os pés no chão”, comenta.
 
Filha de sargento
A cabeleireira Luana Neves* também luta pela conquista plena de pertencer ao gênero, porém há mais tempo, desde os 18 anos, quando saiu de Mato Grosso do Sul para morar na capital baiana. Neste período, compreendeu que, para ela, mais importante que o processo de transgenitalização seria a retificação jurídica do nome civil. “Tenho convicção de que quero fazer a cirurgia, mas meu principal desejo é o da retificação do nome. Eu evito ir a hospital, banco, fico muito arrasada em relação a isso, porque estou vestida de mulher, mas as pessoas me chamam com meu nome de batismo, não o social, por puro preconceito”, afirma. O projeto de lei 72/07, do deputado Luciano Zica (PV), que prevê a alteração do nome civil para o social nas disposições da Lei dos Registros Públicos (Lei n° 6.015/1973), tramita no Senado e, atualmente, aguarda a designação do relator.
Luana Neves (Foto: Luana Neves/Arquivo Pessoal)Luana sonhou e se frustou com a carreira militar
(Foto: Luana Neves/Arquivo Pessoal)
Filha de sargento do Exército, um dos grandes sonhos de Luana, já tentado e descartado, era o de seguir a carreira militar. Chegou a se alistar, passou em todos os testes, inclusive o psicológico e o de aptidão física, experimentou a roupa no quartel. Até que não resistiu ao incômodo do ambiente e confessou ao general a sua orientação sexual.
“Eu tinha no sangue a vontade de seguir carreira na área militar, sempre tive esse sonho, mas, naquela época, me senti muito mal. Estava prestes a assumir uma personalidade que não era a minha”, afirma.
Por vontade, revela que gostaria de ser advogada, no entanto, conta que precisou se condicionar à restrição do mercado de trabalho às transexuais e que é cabelereira não por opção, mas por maior aceitação.
“Quando meus pais saíam de casa, eu colocava a roupa de minha mãe, salto, toalha na cabeça, para fingir que tinha cabelo. Quando a percebia já no portão, jogava tudo aquilo embaixo da cama. Mas eu não sabia em que perfil me encaixava, se era travesti, transexual, drag queen. Eu sempre fui muito fechada e tímida, o que me causou depressão. Eu colocava meus esforços todos no estudo, achava que tinha que estudar para ser uma pessoa de poder”, relembra. Hoje, saias e vestidos, sempre "discretos", são as roupas que mais usa. Já na praia, não abdica de biquínis e cangas.

João Pessoa sedia Fórum Latino-Americano de TV digital

João Pessoa sedia Fórum Latino-Americano de TV digital

Evento acontece na quinta e na sexta-feira (8 e 9) na Estação Cabo Branco.
Inscrições podem ser feitas até o dia da abertura do Fórum.


Fórum vai discutir a utilização do padrão brasileiro
de TV digital aberta (Foto: Divulgação)
O Fórum Latino-Americano de TV Digital, que terá como tema a apresentação de inovações em aplicações interativas para a TV digital e o debate sobre experiências de utilização do padrão brasileiro de TV digital aberta, acontecerá nesta quinta e sexta-feira (8 e 9) em João Pessoa. Organizado pelo Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital da Universidade Federal da Paraíba (Lavid/UFPB) junto com a TV UFPB, o fórum acontecerá na Estação Cabo Branco, localizada no bairro do Altiplano.

As inscrições terminaram desde o dia 5 de março, mas como a procura continuou forte, a organização resolveu abrir novas vagas, que poderão ser preenchidas por qualquer pessoa na abertura do evento, no dia 8.

Foram confirmadas as presenças de 30 representantes de órgãos de governo e universidade de países da América do Sul, como Argentina, Uruguai e Chile. Mesas redondas e exposições de vídeos farão parte da programação. Um exemplo será o debate entre brasileiros e sul-americanos sobre o software brasileiro denominado “middleware Ginga”, que permite a interatividade na TV digital, ampliando assim, a participação do cliente na programação.
O coordenador de mídias digitais da Rede Paraíba de Comunicação, Ricardo Oliveira, será participante do Fórum e confirmou sua presença na mesa-redonda sobre possibilidades para o telespectador. Ele comentou que um dos assuntos debatidos será o desenvolvimento de aplicações de interatividade, mostrando um pouco destas e como elas funcionam. “Debaterei com a academia, o público e o mercado, quais as possibilidades e também dificuldades de transformar a interação em algo real. É um desafio enorme, que envolve planejamento, treinamento e custos altos. A mesa-redonda vai ser útil pra debater sobre tudo isso ”, concluiu Ricardo.

Durante o Fórum, outro evento paralelo estará acontecendo na Estação Cabo Branco. Será a Exposição Latino-Americana de Conteúdos Interativos para TV Digital. Por ter como ideal não ser uma exposição apenas para mostrar, mas também para conhecer, a organização decidiu deixar a mostra aberta ao público. Um aplicativo denominado Libras na TV, que faz uma representação do conteúdo do áudio para deficientes auditivos através de um dicionário de sinais, é um dos destaques da mostra.

2 paraibanas contam suas histórias no dia das mulheres

Artistas paraibanas contam suas histórias no Dia da Mulher


Mayana ganhou o prêmio de revelação de 2010 por
atuação em Ti Ti Ti (Foto: Márcio Nunes/TV Globo)
Atriz ganhou o prêmio de revelação de 2010 por sua atuação em 'Ti ti ti' (Foto: Márcio Nunes/TV Globo) "Sempre tive orgulho por ser mulher e nordestina. São duas coisas muito fortes". Essa é a opinião da atriz Mayana Neiva que, assim como a atriz paraibana Marcélia Cartaxo, tem o que comemorar nesta quinta-feira (8), Dia da Mulher.
A paraibana Mayana Neiva fez suas primeiras atuações quando ainda era criança. "Eu dirigia as meninas lá da rua e a gente apresentava um show. Eu sempre me expressei. Pintava um bigode e vestia a roupa do meu pai e ficava olhando para ele na mesa", contou a atriz que está no elenco da novela Amor Eterno Amor, da Rede Globo.
"Eu nunca achei que fosse ser artista. Eu adorava física e sonhei em trabalhar com isso. E veio a arte que abraça isso tudo e trazer todas essas vidas para mim", revelou Mayana. Aos 16 anos ela deixou Campina Grande, no Agreste da Paraíba, e foi cursar teatro fora do país. Lá descobriu que queria seguir a carreira de artista.
Marcélia Cartaxo é conhecia por atuar nos filmes A Hora da Estrela e Madame Satã (Foto: Karoline Zilah/G1) Em 2007, estreou na TV na microssérie Pedra do Reino e desde então não parou mais. Em 2010, ganhou o prêmio Melhores do Ano 2010 da Globo na categoria Atriz Revelação pela personagem Desireé da novela Ti Ti Ti. Mayana também participou de filmes e atualmente está no elenco da trama Amor Eterno Amor.
Marcélia Cartaxo diz que tem muito o que comemorar
no Dia da Mulher (Foto: Karoline Zilah/G1)
Marcélia Cartaxo começou a atuar aos 12 anos de idade em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, e aos 19 foi convidada para participar do filme A Hora da Estrela que lhe rendeu o prêmio Urso de Prata no Festival de Berlim. "Não imaginava de jeito nenhum que um dia conseguiria tudo isso. Eu, uma pessoa que saiu de Cajazeiras", disse Marcélia.
A artista, que já participou de filmes, novelas e peças teatrais, revelou que sua trajetória não foi muito fácil e sofreu alguns preconceitos por ser mulher e "principalmente por ser nordestina". Atualmente a atriz está focada nos seus próprios projetos de curtas-metragens e direção de peças teatrais.

25 mulheres foram assassinadas em 2012 na Pbrevela ONG

O número de mulheres assassinadas na Paraíba cresceu 287,5% nos dois primeiros meses deste ano, de acordo com os dados do Centro da Mulher 8 de Março. Nos primeiros dois meses de 2011, a ONG registrou 8 homicídios de mulheres. Já no mesmo período deste ano, foram registrados 23 casos.
A coordenadora geral do Centro da Mulher 8 de Março, Irene Marinheiro, aponta um fator para o crescimento dos casos de violência na Paraíba. “A gente acredita que a violência como um todo tem aumentado e a impunidade é a razão principal para o crescimento dos homicídios”, disse.
Um dos casos mais recentes aconteceu em Queimadas quando cinco mulheres foram estupradas durante uma festa de aniversário e duas delas assassinadas. Os acusados do crime são dois irmãos que promoviam a festa e ainda alguns convidados. A recepcionista Michele Domingues da Silva, de 29 anos, e a professora Isabela Pajussara Monteiro, de 27 anos, teriam sido mortas porque identificaram os criminosos.
Sete homens acusados dos crimes estão detidos no presídio de segurança máxima PB1, em João Pessoa, e três adolescentes estão internados provisoriamente em um abrigo em Lagoa Seca.
Paralelo ao aumento da violência está o aumento das denúncias.  “Nós avaliamos que as mulheres criaram coragem de denunciar, mas não podemos esquecer que um dos maiores desafios tem sido o enfrentamento da violência doméstica e familiar”, de acordo com Irene Marinheiro. Em 90% das ocorrências, os autores da agressão são ex-companheiros ou até os atuais companheiros das vítimas. “Houve um caso na semana passada que a mulher já estava separada há vários anos, mas o ex-marido não aceitava o fim do relacionamento. Ele viu a ex-mulher em um bar com um namorado e a matou”, disse Irene.
A orientação é que em caso de violência, a primeira providência que a mulher deve tomar é denunciar. Em João Pessoa, as mulheres podem procurar a Delegacia da Mulher, localizada no bairro da Torre ou ligar para (83) 3218-5318.

De acordo com a coordenadora da ONG, é fundamental a mulher não se deixar envolver pelos pedidos de perdão do agressor. “O companheiro pede perdão para que ela não faça a denúncia. A gente pede para que todas as mulheres que sofram violência denuncie para que escape com vida”, explicou.
Comparativo da violência
Ocorrências 2012 2011
Homicídios 25 44
Tentativas de homicídio 17 63
Estupro de mulheres 11 23
Estupro de adolescentes 3 45
Estupro de criança 2 36
Tentativa de estupro de mulheres 3 18
Tentativa de estupro de adolescentes 1 10
Tentativa de estupro de criança 7 15
Agressão 18 74
E a violência física é apenas um dos tipos de agressão. “Começa com a violência psicológica, que causa marcas emocionais profundas. Em seguida parte para agressão física e para a morte é um passo”, disse Irene.
De 1° de janeiro até 6 de março deste ano, a ONG registrou 25 mortes de mulheres. Pelos dados, em 11 homicídios as vítimas tinha alguma ligação com o tráfico de drogas. Na quarta-feira (8) uma mulher foi morta a pedradas no distrito de Várzea Nova, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. De acordo a polícia o crime pode ter ligações com o tráfico de drogas, pois a vítima seria usuária.

João queria um filho mais teve 7 filhas

 João queria um filho mais teve 7 filhas

Sonho do caminhoneiro João Avelino era ter um filho,
apesar disso, hoje o pai agradece por estar cercado de mulheres.


Paraibano tem sete filhas na tentativa de ter um filho. Da esquerda para direita Maria da Conceição (filha), Renatha (neta), Rita de Cássia (filha), Maria Luiza (neta), Maria Renata (filha), Maria Rogéria (filha), João Avelino (pai), Maria Rejane (filha), (Foto: Arquivo pessoal) O sonho de João Avelino Barbosa era ter pelo menos um filho do sexo masculino e compartilhar histórias e situações vividas por ele quando criança. E foi em busca deste sonho que o caminhoneiro paraibano, de76 anos, acabou formando uma família composta por oito mulheres. Em oito tentativas de ter um menino, seu João se viu diante de oito meninas. Situação que hoje, segundo relata a última tentativa do caminhoneiro, a universitária Rani Barbosa de 26 anos, ele agradece todos os dias.
“Ele é muito tímido, não costuma demonstrar sentimentos, mas quando bebe e fica um pouquinho 'alto' se abraça com todas as filhas e diz que o maior bem que recebeu na vida foi ter somente mulheres como filhas”, entrega Rani.
Segundo ela, hoje ele acredita que, estando constamente distante da família por conta do trabalho, a possibilidade de um filho homem tomar rumos incertos na vida, como o envolvimento com drogas, poderia ter sido maior. Mesmo satisfeito em ser minoria em sua casa, seu João não nega a falta que sente de comentar ou compartilhar assuntos de interesse comum entre os homens.
A alternativa encontrada foi escolher umas das filhas para suprir a “necessidade” de falar sobre caminhões, futebol e política, por exemplo. A filha mais velha do casal, Maria Rejane, de 46 anos, foi quem se dispôs a ter estas conversa com ele sobre assuntos normalmente relegados pelo sexo feminino. Rani comenta que a família inteira brinca afirmando que Maria Rejane deveria ter sido o menino tão desejado pelo pai.
Declaradamente feliz ao lado das mulheres de sua vida, seu João teve seu desejo de compartilhar suas lembranças finalmente realizado, agora com seus netos. Segundo as filhas, mesmo dizendo que ama todos os oito netos da mesma maneira, ele dá mais atenção aos cinco meninos da família.
“Ele abraça e beija todos os netos, numa demonstração de carinho que eu, como filha, não tinha visto com tanta frequência. Apesar do carinho, ele sempre reúne os cinco netinhos e vai até jogar futebol com eles, talvez tentar fazer o que não conseguia fazer quando éramos menores”, completa Rani.
A Casa das 9 Mulheres
Quando a última filha do casal nasceu, em meados de 1986, moravam ao todo numa então pequena casa do bairro de Tambaí no município de Bayeux, região metropolitana de João Pessoa, dez pessoas, dessas, nove eram mulheres. Além de seu João, único representante do time masculino, viviam no mesmo teto suas sete filhas, uma delas morreu ainda bebê, sua mulher e sua cunhada. Com seu João trabalhando estrada afora, a responsabilidade de manter o lar era das mulheres.
Da esquerda para direita Maria da Conceição (filha), Renatha (neta), Rita de Cássia (filha), Maria Luiza (neta), Maria Renata (filha), Maria Rogéria (filha), João Avelino (pai), Maria Rejane (filha), (Foto: Arquivo pessoal)
Rani Barbosa, a caçula da casa, lembra que a convivência era complicada. “Era muito pequena, mas lembro que eram três beliches em um quarto apertado, meu pai nesta época viajava para estados mais distantes, minha mãe não conseguia dar conta de todas as filhas então as mais velhas ajudavam as mais novas. Minha tia também nos ajudou bastante”, conta. A diferença entre a filha mais velha e a mais nova é de 20 anos.
Quatro anos depois do nascimento de Rani, a primeira irmã se casou e saiu de casa. A partir daí, o número de mulheres na casa foi diminuindo até sobrarem apenas quatro. Mesmo com a distância, os anos em que passaram juntas serviu pra unir as irmãs, segundo a caçula da família.
“Mesmo distantes umas das outras, sempre nos reunimos nos finais de semana para conversar. A nossa união é tanta que fazemos até um debate entre as irmãs para falar de planos pessoais, relacionamentos e até de compras. Não conseguimos passar muito tempo longe umas das outras”, relata Rani.

Uma simples homenagem a todas as mulheres paraíbas