segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ricardo Coutinho participa do movimento entre governadores para apoiar o retorno de imposto análogo a CPMF


Governadores lançam nesta semana uma nota em que pedem "maior aporte de recursos" para a saúde e apoiam o pleito da presidente Dilma Rousseff para que o Congresso aponte novas fontes de recursos para a área.

Na prática, eles decidiram encampar o discurso do governo sobre a necessidade de um novo imposto, nos moldes da extinta CPMF, ou aumentar a taxação de produtos como cigarros e bebidas para custear a saúde.

Será sobre os cofres estatuais o maior golpe caso a emenda constitucional 29, que aumenta as verbas para a saúde, seja regulamentada conforme o texto atual, sem nova fonte de verbas.

A carta, à qual a Folha teve acesso, tinha até ontem 12 assinaturas - os governadores do Nordeste e os do PT. Outros sete já haviam se comprometido a assiná-la.

Na última semana, com a pressão crescente no Congresso para votar a regulamentação da emenda 29, o Planalto cobrou dos Estados uma posição. Segundo um ministro, os governadores estavam de "braços cruzados" nessa discussão.

Para mostrar a boa fase dos Estados com o Planalto, a resposta veio na sexta-feira, um dia depois de a presidente defender, em Minas, uma nova fonte de financiamento para a saúde.

Os governadores começaram a se movimentar para lançar uma nota em apoio. Tomaram a frente Cid Gomes (Ceará) e Ricardo Coutinho (Paraíba), ambos do PSB.

O Planalto queria que a articulação partisse de governadores que não fossem do PT. Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o tema da saúde "não pode ser uma questão partidária".

HERANÇA BENDITA
Segundo Cid Gomes, já há assinaturas de governadores da oposição. "O problema do financiamento da saúde não é só do governo federal, é de todos os Estados", disse ele.

Em uma sinalização para os governadores de oposição, a nota enfatiza "os avanços obtidos pelo SUS ao longo das últimas duas décadas" --o que engloba governos anteriores ao do PT.

O texto fala da convicção de que os problemas da saúde não se resolvem apenas com gestão dos recursos existentes e cita o "baixo investimento per capita" - ponto ressaltado por Dilma na sexta à noite, em discurso no Congresso do PT.

Até o dia 28, data em que foi marcada a votação da emenda 29 na Câmara, os governadores irão se reunir com o presidente da Câmara, Marco Maia, e do Senado, José Sarney.

Como dão como certa a aprovação, na Câmara, da regulamentação da emenda 29, preparam para, em conjunto com o Planalto, trabalhar para modificar o texto no Senado, de forma que se inclua a fonte de recursos.

O HU CONTINUA EM GREVE

Greve: atendimento do HU está suspenso

Servidores do Hospital Universitário decidiram hoje aderir à greve dos funcionários da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Consultas e exames estarão suspensas a partir desta segunda-feira 5. Pelo menos três mil pessoas estão deixando de ser atendidas no dia de hoje, de acordo com a direção do Hospital.

Hospital Universitário - HULW

A assessoria do HU informou que os servidores manterão o atendimento apenas aos pacientes que estão internados.

Mais de 3 mil servidores que atuam na administração da UFPB já estão paralisados.
No HU, além de reposições salariais, os servidores querem manter as jornadas de trabalho em dois turnos.


O Hospital Universitário
O Hospital Universitário Lauro Wanderley é um hospital-escola, pertencente à Universidade Federal da Paraíba.

O HU possui um quadro de 1068 servidores e disponibiliza por meio deles à população paraibana serviços hospitalares de média e alta complexidade e serve como campo prático para o desenvolvimento das atividades acadêmicas de Ensino, Pesquisa e Extenção da área de Saúde da UFPB.


Na área assistencial, o HULW realiza uma média mensal de:
• 17 mil consultas ambulatoriais;
• 500 cirurgias (de diferentes níveis de complexidade);
• e 525 internações.

MENINO TRANCADO EM CASA PELA MÃE PEDE AJUDA A POLICIA


A mãe das três crianças que foram encontradas trancadas em casa em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, no sábado (3), admitiu nesta segunda-feira (5) ter batido no filho de 12 anos que ligou para a Polícia Militar pedindo ajuda para sua irmã de 5 meses, que, segundo ele, estava com fome. Helena Alves Ferreira, entretanto, negou que tenha queimado o garoto. O Conselho Tutelar diz que o menino, ao contrário do que afirmou na ligação para a PM, não é vítima de maus-tratos.

“Eu bati nele, sim, para corrigir, mas não queimei ele, não. Fiz coisa normal de uma mãe”, disse Helena ao sair da sede do Conselho Tutelar de Itapecerica, onde foi ouvida.

Um conselheiro tutelar confirmou que as crianças não eram maltratadas e que um dos motivos que teria levado o garoto de 12 anos a ligar para a polícia é porque ele foi proibido pela mãe de jogar videogame em um bar. A Polícia Militar chegou a informar que o garoto de 12 anos tinha sinais de agressão.

Confira a versão do menino:

Mãe deixou ele e dois irmãos em casa, na Grande São Paulo.
Segundo a polícia, criança era vítima de agressão.


Um menino de 11 anos ligou para a Polícia Militar para pedir ajuda, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. No sábado (3), ele e outros dois irmãos, de 2 anos e de 5 meses, foram encontrados trancados em casa, no Jardim das Oliveiras. A gravação telefônica mostra o pedido de socorro do menino à PM.

PM: Polícia Militar, emergência, bom dia.

Menino: Bom dia, moço. É que a minha mãe me deixou aqui preso com os meus irmãos e é quase sempre ela faz isso. Aí a minha irmã está sem leite. Tá sem alimento. O que que eu poderia fazer?

PM: Você tem quantos anos?

Menino:11

PM: E as sua irmã, que está com você, está com quantos anos?

Menino: A minha irmã tem 5 meses.

O pai das crianças tinha ido para o trabalho e a mãe, segundo o filho, saiu de casa para fazer ciúmes no marido. "Ela tá com birra do meu pai, aí ela me deixou preso, pro meu pai, tipo, ele foi trabalhar, ela tem ciúme do meu pai", contou o menino, que revelou sofrer agressões. "Todo sábado, todo domingo. Ela também me bate, me deixa com lesões. Já queimou a minha mão, já queimou a minha barriga".

As crianças foram libertadas pela polícia e o Conselho Tutelar, acionado. Segundo a polícia, o menino de 11 anos apresentava sinais de violência. Segundo a PM, o caso já havia sido denunciado no Disque Denúncia da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

O pai é pedreiro e trabalha em São Bernardo do Campo, no ABC. Ele foi chamado e disse que não sabia de nada. Por orientação do Conselho tutelar, as crianças foram devolvidas para o pai, que terá que apresentá-los nesta segunda-feira (5) na Vara da Infância e Juventude.


PRF aponta irregularidades em veículos escolares de 20 Municípios e do Estado

O Ministério Público da Paraíba recebeu, na última segunda-feira (16), um relatório da Polícia Rodoviária Federal com informações rela...