sexta-feira, 23 de abril de 2010

Maranhão se compara a rei e repreende cobrança por vice em sua chapa Por Jardel Cândido Em 23 de abril de 2010


O governador José Maranhão (PMDB) cometeu hoje de manhã um ato falho e se comparou a um rei durante entrevista concedida à imprensa no Espaço Cultural, onde esteve para entregar os certificados aos alunos capacitados em 2009 no Programa ProJovem Trabalhador, modalidade Cidadã. Indagado sobre a presença do PT em sua chapa majoritária, Maranhão respondeu:

- Não vamos querer ser mais realistas do que o rei. Perdoe a comparação porque ela parece colocar a gente numa posição de soberba. Eu digo, não ser mais realista que o interlocutor. Eu posso afirmar que o PT estará na chapa majoritária com toda a certeza.O chefe do executivo estadual paraibano também declarou considerar irregulares os encontros realizados pela oposição. O primeiro evento foi em João Pessoa e o segundo, no último sábado, em Campina Grande.- Do ponto de vista legal, esses eventos são proibidos pela lei. A lei só permite mobilização eleitoral a partir das convenções. Como elas só serão realizadas em junho, qualquer iniciativa nesse campo é preciso ser tomada com cuidado para não incidir em crime eleitoral que pode redundar em consequências graves.

DA REDAÇÃO WAGNER ASSUNÇÃO

Ministro do TSE concede liminar e mantém Fabiano Lucena no cargo até julgamento do mérito


O ministro Marcelo Ribeiro concedeu nesta quinta-feira liminar mantendo o deputado estadual Fabiano Lucena (PSDB) no cargo até julgamento do mérito de recurso contra cassação do mandato do parlamentar pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.Lucena foi cassado pelo TRE no dia 6 de abril último por 3 votos a 2, em processo que é acusado de compra de votos nas eleições de 2006.Ele entrou com a liminar e vai aguardar no cargo o julgamento do mérito no TSE. recurso leva a assinatura dos advogados Abelardo Jurema Neto e Fábio Trindade.

DA REDAÇÃO WAGNERASSUNÇÃO

Governo pode fechar nesta sexta-feira a proposta de reajuste de 7% aos aposentados


O reajuste dos aposentados que recebem acima de um salário mínimo será novamente discutido nesta sexta-feira (23) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros da área econômica. Fontes do governo afirmam que já se discute a possibilidade de elevar de 6,14% para 7% a proposta enviada ao Congresso.O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, já afirmou que o governo concorda com um aumento de 7%.O governo trata o assunto com cautela por dois motivos: o impacto orçamentário do reajuste e o provável desgaste com os aposentados em pleno ano eleitoral. Em público, Lula tem dito que a proposta do governo foi acordada com representantes dos aposentados e também tem que “caber” no orçamento da Previdência Social.Mais cedo, durante o almoço oferecido ao presidente do Líbano, Michel Sleiman, no Itamaraty, Lula evitou entrar na polêmica sobre os percentuais. Mas sinalizou que, se precisar, pode vetar um reajuste além do que o governo pode pagar.Para ele, o valor deve considerar “o custo benefício”. “No silêncio da minha mesa vou tomar a decisão que deve ser tomada. Até porque não acredito que dentro do Congresso Nacional tenha qualquer deputado ou senador que defenda mais aposentado do que eu”, afirmou Lula.“O que eu quero é o bem do aposentado, olhando o seguinte: eu, ao colocar comida no prato das pessoas, tenho de saber a quantidade de comida que tem na panela. É uma questão de custo e benefício. Eu tenho de saber se o que foi aprovado é possível a Previdência custear”, acrescentou o presidente.O reajuste de 6,14% custaria R$ 6,7 bilhões à União. Um aumento de 7% teria um impacto adicional de R$ 1,1 bilhão, enquanto um aumento de 7,7% geraria mais R$ 600 milhões em despesas para o governo além desse R$ 1,1 bilhão. Os dados são do próprio governo.

DAREDAÇÃO WAGNER ASSUNÇÃO

Paraíba não tem vacina contra a Gripe A em clínicas particulares


Está faltando vacina contra a influenza A (H1N1) em clínicas particulares do país por causa da grande procura e da oferta restrita. Enquanto nos grande centros um primeiro lote já foi distribuído e acabou, na Paraíba, as clínicas sequer receberam as primeiras doses. Com poucas alternativas, a parcela da população que não está incluída na Campanha Nacional de Vacinação contra o vírus enfrenta dificuldades para encontrar a vacina fora da rede pública.
“As clínicas receberam uma quantidade muita pequena de vacinas. A procura foi grande e, logicamente, acabou”, admitiu Renato Kfouri, diretor da Associação Brasileira de Imunizações (SBIm), entidade que representa as clínicas particulares. Kfouri explicou que apenas um laboratório está vendendo parte da produção para os estabelecimentos privados, numa quantidade insuficiente para atender a demanda.
Em João Pessoa, assim como nas demais clínicas da Paraíba que oferecem o serviço de imunização, reclamam porque nunca receberam as vacinas, apesar de muita gente procurar. Para Kfouri, o pequeno número de laboratórios autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vender as vacinas agrava o problema. Ele disse o governo deveria facilitar a entrada de novos laboratório nesse mercado.
Já em São Paulo, por exemplo, a clínica Marano Medicina Preventina não está fazendo a imunização porque as doses já acabaram. Segundo a atendente René da Silva, a procura pela vacina contra a influenza A (H1N1) é grande, mas a clínica ainda aguarda a chegada de novas doses. Já a Imunocamp, de Campinas, recebeu as vacinas, mas elas acabaram rapidamente. “Começamos a vacinar e em três dias, esgotamos nosso estoque”, afirmou a enfermeira Alessandra Martins.
A Anvisa, entretanto, afirmou que dois laboratórios, Safonipastuer e Solvay, já estão autorizados a vender a vacina para clínicas particulares. De acordo com a agência, a decisão de não repassar mais doses para as clínicas faz parte de uma estratégia comercial das próprias empresas, da qual a Anvisa não pode intervir.
Por meio da assessoria de imprensa, a agência reguladora informou ainda que a falta de vacinas em clínicas particulares não é motivo de preocupação. Pessoas incluídas nos grupos de maior risco podem ser vacinadas gratuitamente na rede pública de saúde.
A campanha contra a influenza A (H1N1) – gripe suína vai até 21 de maio. Gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos de idade, doentes crônicos, pessoas com idade entre 20 e 39 anos e maiores de 60 anos, além de indígenas, devem ser vacinados conforme calendário elaborado pelo Ministério da Saúde. A meta é vacinar 91 milhões de pessoas
DA REDAÇÃO WGNER ASSUNÇÃO