quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Conselho de Ética se reúne nesta quarta para analisar denúncias contra Sarney


O Conselho de Ética do Senado se reúne pela primeira vez após o fim do recesso parlamentar nesta quarta-feira (5), e deve analisar 11 pedidos de investigação contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-MA).
No Conselho de Ética, seis denúncias apresentadas pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e cinco representações apresentadas por partidos, três do PSDB e duas do PSOL, pedem investigações contra o presidente da Casa por suspeita de quebra de decoro parlamentar.
O presidente do colegiado, Paulo Duque (PMDB-RJ), aliado de Sarney, comandará a reunião de quarta-feira e terá de decidir sobre o arquivamento das denúncias ou a abertura de processos. Duque poderá também unificar algumas das denúncias e representações.
Na terça-feira (4) , Duque afirmou que já tinha tomado uma decisão sobre as acusações contra Sarney. “Já está tudo decidido, está apenas em segredo. (...) Eu estou cumprindo um dever cívico, sem medo de nada. Estou preparado para tudo”, disse. Participarão da reunião 13 de seus 15 membros. Formalmente, o conselho deve ser integrado por 15 membros e 15 suplentes, eleitos para um mandato de dois anos. Desde julho, no entanto, sofreu duas baixas, com a renúncia dos senadores João Ribeiro (PR-TO) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).(reportagem wagner assunção)

Simon diz que teve medo do olhar de Collor durante bate-boca na tribuna do Senado


Um dia depois de enfrentar os ataques da dupla Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL) no plenário, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) confessou nesta terça-feira (4) que teve medo do olhar transtornado do ex-presidente da República, que durante as quase duas horas de embate, ficou logo abaixo da tribuna olhando diretamente em sua direção, com o semblante muito crispado. Simon disse que em vários momentos lhe veio à memória a cena da tragédia que abalou Brasília na década de 1960, quando o pai de Collor, o então senador Arnon de Mello, assassinou, com um tiro no peito, o senador acreano José Kairala, em plena tribuna.
Segundo os registros da época, o senador alagoano disparou três tiros contra seu inimigo político, o senador Silvestre Péricles, a 5 metros de distância. Errou todos, mas atingiu sem querer Kairala, suplente que estava em seu último dia de mandato. Apesar do flagrante, a imunidade de Arnon de Mello o livrou de qualquer punição.

(reportagem wagner assunção)

PRF aponta irregularidades em veículos escolares de 20 Municípios e do Estado

O Ministério Público da Paraíba recebeu, na última segunda-feira (16), um relatório da Polícia Rodoviária Federal com informações rela...